Servidores preparam reação ao avanço da reforma administrativa na Câmara

Enquanto o relator da reforma administrativa (PEC 32) na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, Arthur Maia (DEM-BA), segue um cronograma para apresentar seu parecer em agosto, o funcionalismo se mobiliza para evitar o avanço da proposta. A intenção de Maia e outros parlamentares é garantir a votação do texto no plenário da Casa já no mês que vem. Para tratar do tema, o relator tem se reunido com integrantes do governo e, nessa semana, se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em contrapartida, para pressionar o Legislativo, as categorias estudam uma greve geral unificada — com servidores dos municípios, estados e União —, além de ações no Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que a mobilização do serviço público ganhe força e provoque mais efeitos no Parlamento com a atuação das categorias de segurança pública e das carreiras da magistratura e do Ministério Público, já que a inclusão de juízes e promotores na PEC ganhou apoio na Câmara.

Quem vota contra trabalhador, não volta

O serviço público está sob ataque desde o golpe de 2016, que destituiu a presidenta Dilma Rousseff. O governo de Jair  Bolsonaro (ex-PSL) não repõe o quadro quando servidores se aposentam, não investe em infraestrutura, nem tampouco faz concurso público. Não contente com a perversidade que prejudica o povo, o país e os servidores, o governo promove um intenso desmonte das estatais e órgãos públicos para privatizar a preço de banana.

Paralelamente aos ataques, o marketing bolsonarista espalha na sociedade sua narrativa de culpar os servidores para facilitar a aprovação da privatização. O que eles não dizem é que tudo isso tem objetivos claros: enfraquecer o Estado, beneficiar os grandes empresários e convencer a população de que os serviços que ela tem acesso e tanto necessita não têm valor.

A reação a esses ataques será discutida durante o Encontro Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Serviço Público, que acontece nos dias 29 e 30/07 que reunirá servidores federais, estaduais e municipais. No evento virtual, o Fórum das Centrais Sindicais apresentará uma proposta de enfrentamento: greve nacional dos servidores no dia 18 de agosto.

Impedir o avanço no Congresso Nacional da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, da reforma Administrativa é urgente. A expectativa é de que o Encontro defina as diretrizes da grande campanha nacional que se espalhará pelo país como forma de pressão aos parlamentares.

O recado aos deputados e deputadas será dado em suas bases: seu voto em relação à PEC 32 pode significar a perda do mandato nas próximas eleições. As eleições acontecem no ano que vem e temos de fazer muita pressão: Quem vota contra o trabalhador, não volta.

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