Mesmo pressionado, Guedes continua sem apresentar dados financeiros sobre a PEC-32

Com a ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão Especial que discute a PEC-32 da Reforma Administrativa, na última quarta-feira (07), duas questões ficaram muito claras: O governo Bolsonaro até aceita algumas alterações na PEC, mas nada que mude a sua essência. Ou seja, derrubar a estabilidade no setor público para possibilitar o seu loteamento com apadrinhados políticos e possibilitar a execução de serviços públicos de forma generalizada pela iniciativa privada para favorecer os empresários.

Outro ponto foi o de que o governo está perdendo o apoio dos parlamentares à sua proposta. Durante o debate, parlamentares da oposição afirmaram que o Ministro “não conhece a PEC”, que é “leviano”. E os deputados governistas se calaram. Entre os oito primeiros inscritos, sete foram da oposição e só um da base aliada. Pelo seu lado, Guedes evitou o embate como nas outras visitas no Congresso e baixou o tom nas respostas.

E, mais uma vez, o governo não conseguiu comprovar a sua justificativa de que os cofres públicos irão economizar cerca de 300 ou 450 bilhões de reais em 10 anos com a reforma. Deputados da oposição voltaram a cobrar, em coro, que Guedes enviasse os cálculos do governo sobre a economia que será feita com a Reforma. Essa cobrança vem sendo feita desde que a proposta chegou ao Parlamento.

Desde então, o governo passou a “fazer de conta” que iria enviar os números. Mas até o momento, nada. Fica muito evidente que esta é mais uma grande mentira. Quando quiseram aprovar a reforma Trabalhista, disseram que iriam gerar milhares de empregos e o desemprego só cresce no Brasil. Na reforma da Previdência, disseram que iriam economizar R$ 80 bilhões, mas não teve essa economia e a população ficou sem poder se aposentar. Agora tentam enganar o povo mais uma vez.

A preocupação deste governo não é a economia. Essa reforma não combate o extrateto, deixa de fora os militares, os servidores do Poder Judiciário, do Ministério Público e  do Legislativo. Fica muito clara a intenção deles de desmontar o setor público para beneficiar a iniciativa privada e de lotear os cargos públicos com aliados”, comentou o secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva.

O governo também fala em melhoria dos serviços públicos e digitalização. Mas é evidente que este é mais um engodo. Quando se tira direitos dos trabalhadores, os serviços são precarizados, porque se passa a trabalhar com a desvalorização do trabalhador e não com a sua valorização. “Eles precisam conhecer melhor o serviço público. A digitalização já foi aprovada pelo Congresso Nacional. Basta que o governo invista nisso. Não precisa de uma Reforma que, na verdade, é a cloroquina do serviço público. Ou seja, não resolverá em nada as grandes necessidades do setor.

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