Fonasefe protocola pauta de reivindicações dos servidores no Ministério da Economia

No dia 28/06, representantes do Fonasefe – fórum que representa o conjunto de servidores do Executivo Federal – voltaram ao Ministério da Economia para protocolar, novamente, a pauta de reivindicações da categoria. A pauta já havia sido levada ao governo, no mês de março. No entanto, até o momento não houve nenhum retorno por parte do governo.

O Fonasefe aproveitou a oportunidade e solicitou também a abertura imediata de negociações e agendamento de uma audiência para tratar da pauta da categoria, já que o governo, numa atitude eleitoreira e oportunista, acena com a possibilidade de reajustar os salários dos servidores em 5%.

Com salários congelados desde 2017, cerca de 90% dos servidores federais acumula perdas que ultrapassam 48%. Esse cálculo considera a defasagem salarial de julho de 2010 a dezembro de 2021, a partir do IPCA, para categorias que tiveram reajuste de 5% entre 2013 e 2015 e que firmaram acordos de reposição em duas parcelas (5,5% em agosto de 2016 e 5% em janeiro de 2017).

Para algumas categorias que tiveram reajuste de 5% entre 2013 e 2015 e que assinaram acordos de reposição em quatro parcelas (5,5% em agosto de 2016, 6,98% em janeiro de 2017, 6,64% em janeiro de 2018 e 6,31% em janeiro de 2019), a reposição equivalente a defasagem salarial de julho de 2010 a dezembro de 2021, considerando IPCA, seria de 28,2%.

 

Alerta

Amargando anos de congelamento completo não apenas de salários, mas também em benefícios como vale alimentação e planos de saúde, o secretário-geral da Condsef/Fenadsef, Sérgio Ronaldo da Silva, alerta para o caráter eleitoreiro da intenção de reajustar em 5% os salários da categoria. Isso porque o congelamento imposto aos servidores devido à situação de calamidade pública pela pandemia enviada pelo governo e aprovada pelo Congresso Nacional vai até dezembro. Nem mesmo os servidores que estão atuando na linha de frente do combate à Covid-19 desde o início da crise sanitária escaparam do congelamento salarial.  A proposta de 5% está longe de resolver a situação dos servidores

Outro alerta sobre esses 5% de reajuste aos servidores em 2022 vem do Diap. O percentual pode representar, na verdade, perdas salariais ainda maiores. Isso porque a categoria deve se lembrar de alterações promovidas pela reforma da Previdência que aumentaram a alíquota previdenciária para servidores públicos.

Só esse ano uma Portaria oficializou reajuste de 5,45% nos valores das alíquotas de contribuição dos servidores públicos da União, incluindo ativos, aposentados e pensionistas. Ou seja, só o reajuste dessas alíquotas foi maior do que o aumento que o governo Bolsonaro pretende dar aos servidores. A categoria precisa ficar atenta. O que precisamos é de reposição salarial digna, justa e investimentos adequados no setor público que garantam serviços públicos de qualidade ao povo brasileiro.

#ForaBolsonaro

 

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES

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