A Covid-19 está adoecendo e matando a classe trabalhadora brasileira

Hoje, 28 de abril é o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho. A data marca a luta contra os altos índices de adoecimentos, acidentes e mortes relacionados ao trabalho. A Covid-19 aliada à política negacionista de Jair Bolsonaro se configura como a maior causa de adoecimentos e mortes relacionadas ao trabalho. Até o momento o país registra mais de 14 milhões de casos e mais 395 mil vidas ceifadas.

Esta situação nos permite afirmar que devido à falta de condições de trabalho e maior exposição ao vírus, a Covid-19 é a doença relacionada ao trabalho que mais adoece e mata profissionais em diversas categorias como: médicos (as), enfermeiros(as), fisioterapeutas, técnicos(as) de enfermagem, pessoal de limpeza, porteiros e atendentes de serviços de saúde, atendentes de farmácias, caixas e embaladores de supermercados, taxistas, motoristas de aplicativos, mototaxistas, motoboys e entregadores de bicicleta, trabalhadores de frigoríficos, sepultadores, do transporte público, da mineração, do setor petroquímico, da educação, da segurança pública, da metalurgia, do setor de telecomunicações, do jornalismo, da construção civil, bancários(as) entre tantos outros que foram contaminados, adoeceram e morreram em decorrência das complicações da Covid-19, ao desenvolverem atividades consideradas essenciais na pandemia.

Não bastasse todo esse caos, os ataques do governo são inúmeros e sempre procuram retirar a proteção ao trabalhador e dificultar o acesso a seus direitos trabalhistas e previdenciários.

Neste 28/04,  o desafio está além da luta por condições dignas de vida e de trabalho, mas reduzir o número de adoecimento e óbitos e atender as demandas de atenção à saúde para os trabalhadores e as trabalhadoras sequelados (as) em decorrência da Covid19.

Apesar de o STF ter definido que a Covid-19 pode ser considerada doença do trabalho, ainda há muita resistência dos empregadores em reconhecerem a relação e na emissão da CAT.

Devido à pandemia, milhares de trabalhadores (as) estão morrendo ou ficando com sequelas. Muitas das vítimas estavam na faixa etária dos 30 aos 59 anos, ou seja, em plena fase produtiva, e isso evidencia a necessidade de garantir os direitos dos trabalhadores e, consequentemente, dos familiares das vítimas.

A classe trabalhadora não pode pagar pela omissão e ineficiência deste governo na condução do enfrentamento da Covid-19, morrendo por falta de condições de trabalho, falta de medicamentos, oxigênio e vacinas, sendo obrigada a ter que se expor ao trabalho sem nenhuma proteção.

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