Ebserh tem até dia 15/04 para apresentar contraproposta a empregados

Segue o impasse no processo de negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020/2021 dos empregados da Ebserh. A empresa insiste em impor reajuste zero nas cláusulas econômicas, além de querer mudar a aplicação da regra para o grau de insalubridade dos empregados, o que pode reduzir os salários em até 27%. Por unanimidade, a categoria rejeitou a proposta em assembleias feitas em todo o Brasil. Mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), a negociação segue suspensa pelo menos até o próximo dia 15/04, data que a empresa solicitou de prazo para apresentar uma resposta ou contraproposta aos empregados.

A categoria espera que a empresa avalie a situação já que considera inaceitável o que a administração da Ebserh está apresentando. “Vamos aguardar a próxima quinta para ver se a empresa muda o posicionamento. Estamos prontos a discutir um processo de mobilização com atos e manifestações”, pontuou Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral da Condsef/Fenadsef.

Mobilização continua

Os empregados da Ebserh estão acompanhando com atenção o processo de negociações do ACT. Em março, a categoria realizou um dia nacional de lutas para chamar atenção da empresa e da sociedade. Os empregados que atuam na linha de frente do combate à Covid-19 vem enfrentando seu maior desafio na crise sanitária instalada no Brasil enquanto sofrem com o sentimento de desvalorização por parte da administração da Ebserh. Além de negar qualquer reajuste ainda insistem na retirada de direitos fundamentais assegurados no ACT da categoria.

Para a Condsef/Fenadsef é preciso buscar reverter essa posição da empresa de querer continuar retirando direitos de quem está na linha de frente no combate diário contra a Covid-19. É inaceitável o que a empresa está apresentando e a mobilização nacional dos empregados é essencial para frear esse processo que impõe retrocessos e vem carregado de injustiça.

Vacina salva

Dados do Conselho Federal de Medicina (CFM) indicam queda de 83% nas mortes de médicos em março, na comparação com janeiro. Novos estudos devem ser realizados, mas os números indicam que a vacinação desses profissionais tem gerado resultado.

A Condsef/Fenadsef e o SINDSEP-MG seguem participando das campanhas que exigem a vacinação em massa via SUS para todos os brasileiros. O PL 948/2021, aprovado pela Câmara dos Deputados que permite ao setor privado comprar vacinas é um crime. Isso vai prejudicar o Plano Nacional de Imunização que é o caminho ideal para salvar vidas e assegurar que a economia seja retomada com segurança. Para que isso aconteça é necessário que o governo adote as políticas públicas necessárias em detrimento de interesses privados e assegure a imunização de toda população.

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