No Dia Mundial da Saúde, aprovar vacinação privada é ampliar a desigualdade e ‘dar oportunidade’ ao vírus de matar os mais pobres

O Projeto de Lei (PL) 948/2021, aprovado pela Câmara dos Deputados, que permite a compra de vacinas contra a covid-19 pela iniciativa privada para imunização de diretores e funcionários de empresas é um tapa na cara da população pobre – que é a mais penalizada nessa pandemia.

A vacinação privada, além de ampliar a desigualdade, também altera a norma sancionada no mês passado que obrigava a doação de 100% das doses ao Sistema Único de Saúde (SUS) enquanto os grupos prioritários não fossem imunizados.

O texto vai agora ao Senado e, se aprovado, a obrigação de repasse ao SUS será reduzida a 50% das doses. Em um momento de escassez global de vacinas, a compra ficará ainda a cargo do Ministério da Saúde, uma vez que as farmacêuticas vêm negociando apenas com governos. O PL, por fim, ainda permite a compra de imunizantes sem registro e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Oficialização do “fura-fila

O projeto é a oficialização do “fura-fila”  e coloca em segundo plano os grupos prioritários e o enfrentamento da pandemia. Na prática, as pessoas que têm mais condições financeiras vão se vacinar enquanto a classe mais baixa vai continuar morrendo e sendo exposta.

Em defesa do SUS!

Vacina para todas e todos!

Pela quebra das patentes das vacinas contra a Covid-19!

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