Orçamento vergonhoso corta da Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia

Não bastasse a pandemia de covid-19, os brasileiros terão que enfrentar outra imensa dificuldade em 2021. O Congresso aprovou, no dia 25/03, uma das mais vergonhosas propostas de Orçamento que o país já viu. Sob a desculpa de aperto fiscal, incentivado pelo governo, o texto retira recursos da saúde, educação, ciência e tecnologia, entre outros. Ao mesmo tempo, aumenta consideravelmente a destinação a emendas parlamentares e o investimento nas Forças Armadas.

A primeira bizarrice é o corte dos recursos da Saúde em meio à maior tragédia sanitária da história. No ano passado, quando o coronavírus começou a circular no país, o orçamento da área foi de R$ 160,9 bilhões. Para 2021, com indicadores até piores, a previsão desceu a R$ 136,3 bilhões.

A área de Ciência e Tecnologia teve o segundo maior corte de orçamento, com diminuição de 28,7% em relação a 2020. Diminuir investimentos em inovação e pesquisa afetam diretamente o combate ao coronavírus, já que o país ainda não possui tecnologia própria para vacinas e tem menos de 8% da população vacinada.

O orçamento destinado à educação é de R$ 74,56 bilhões, um corte de mais de 27% em relação ao ano passado. Para que escolas, universidades, institutos federais e instituições de pesquisa possam atuar no enfrentamento da pandemia, no desenvolvimento nacional e na recuperação do país, é imprescindível que elas tenham os recursos mínimos necessários.

A pandemia mudou a vida dos brasileiros e já matou quase 300 mil pessoas, impactando milhões de outras. Mas, também, explicitou a inegável importância da ciência, da saúde, da educação e dos serviços públicos para a vida do povo. É a ciência que cria meios efetivos de enfrentamento da pandemia, como testes, sequenciamento genético, equipamentos hospitalares, fármacos etc. É a ciência que possibilitará o retorno à normalidade, por meio da vacinação em massa. É a educação que, por meio de professoras e professores, vem criando alternativas para a manutenção de vínculos educativos e para a garantia do direito ao ensino.

 

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