É preciso dar um basta à política de morte do governo Bolsonaro

24 de março de 2021.  Nesse fatídico dia, o Brasil ultrapassou a triste marca de 300 mil mortes pelo coronavírus, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass).

Para se ter uma ideia da dimensão dessa tragédia, o Brasil perdeu em um ano, para uma única doença, o equivalente à toda a população de grandes cidades de Minas Gerais, como Governador Valadares, Ipatinga, Sete Lagoas, Divinópolis e Santa Luzia, que têm população acima de 200 mil.

Se levado em conta o número de mortes pela COVID-19 no Brasil, apenas oito cidades mineiras superam 300 mil habitantes: Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Juiz de Fora, Betim, Montes Claros, Ribeirão das Neves e Uberaba. Contudo, o maior número de mortes no estado, infelizmente, se concentra nessas localidades.

Dada a notória a subnotificação de casos e óbitos, a extensão dessa tragédia humana pode ser ainda bem maior: Especialistas cogitam que mais de 415 mil brasileiros podem já ter morrido em decorrência direta da pandemia.

Mentiras e mais mentiras

A marca de 300 mil mortes é superada pouco mais de um ano após a primeira declaração de Bolsonaro sobre a pandemia. Naquela época, o presidente já mostrou qual seria sua postura: adotou a negação da ciência e a ignorância como políticas de governo. Chamou a covid-19 de “gripezinha”, afirmou que era “verdadeira histeria” propagada pela imprensa, e que “brevemente passaria”. E, numa atitude totalmente desrespeitosa – o que lhe é peculiar – disse que ele não se preocupava com o vírus por causa de “seu histórico de atleta”.

Descaso sem limites

Mas o descaso de Bolsonaro foi além… muito além.  Atuou “pessoalmente” para que a situação se agravasse. Incitou e gerou aglomerações.  Falou que o uso de máscaras é “coisa de maricas”, que “não compraria e nem tomaria” vacinas.  Não bastasse passou a estimular os brasileiros a tomar medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19. Chegou inclusive a pressionar estados e municípios a distribuírem o chamado “kit covid”, que hoje, é apontado como responsável direto pela morte e adoecimento por hepatite medicamentosa em pessoas saudáveis.

Um completo cinismo ante a morte diária de milhares de brasileiros

O presidente apresentou mais informações mentirosas sobre a atuação do governo perante a pandemia. Disse que “o governo não deixou de tomar medidas importantes para combater o coronavírus e que o Brasil é o quinto país que mais vacinou no mundo”. Mas na relação de vacinados proporcionalmente à sua população, o Brasil não está nem entre os 50 países que mais vacinaram.

Porém as ações, ou melhor, as inações de seu governo dificultam, e até impedem, o combate à covid. Vale lembrar que o presidente chegou a entrar na Justiça contra medidas de isolamento. Além disso, distorce os dados para confundir a população.

É preciso deter essa política de morte do governo Bolsonaro antes que o número de vítimas da Covid-19 dobre ou triplique. Que as vozes em defesa da vida, da vacina ecoem Brasil afora.

Que essas 300 mil vidas perdidas para essa doença não virem apenas estatísticas! Que esses pais, mães, filhos, filhas, avós, avôs, irmãos, irmãs, maridos e esposas que tiveram suas vidas interrompidas tão precocemente não tenham morrido em vão!

Basta desse descaso cruel, da mentira intransigente e da negligência criminosa!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

1 × dois =