Trabalhadores pedem socorro e denunciam descaso da Ceasaminas frente às medidas de prevenção à Covid-19

Os trabalhadores da Ceasaminas, entreposto de Contagem, estão apavorados após a morte de uma colega por complicações causadas pela Covid-19 e com mais de trinta outros infectados pela doença. A diretoria da empresa, porém, vem se mostrando alheia à situação. E esse descaso vem desde o início da pandemia, no ano passado.

Numa tentativa de conscientizar a empresa sobre a necessidade de adoção de medidas sanitárias com o objetivo de proteger a saúde/integridade não somente dos funcionários, mas de todos que passam pelo entreposto, diariamente, os trabalhadores vem fazendo diversas denúncias, mas até o momento, a empresa se mantém intransigente.

Apesar dos Protocolos de Prevenção da Covid-19 para a Ceasaminas proferidos pela Prefeitura de Contagem (Decreto n 55/2021) e Onda Roxa, do Minas Consciente, pelo governo do estado, a empresa não adotou nenhum tipo de medida de segurança e saúde. Até mesmo o Ministério Público do Trabalho emitiu uma recomendação para o cumprimento dos protocolos, mas a Ceasaminas não os acatou.

Em setembro de 2020, os funcionários entraram com uma ação trabalhista contra a empresa. A Justiça concedeu uma liminar para que os funcionários do grupo de risco trabalhassem remotamente. Mas esses trabalhadores continuaram trabalhando, de forma presencial, todos os dias, apenas com horário reduzido.

Os funcionários da Ceasaminas sabem da importância do trabalho prestado pela empresa que é o de facilitar o escoamento da produção de milhares de pequenos e médios produtores rurais, contribuindo assim para o abastecimento alimentar não só da Região Metropolitana (RMBH), mas também do estado.  Mas para que esse trabalho continue sendo feito é preciso que a empresa adote as medidas de segurança sanitárias, tão urgentes e necessárias durante a pandemia, a fim de reduzir o risco de contaminação dos trabalhadores, que muitas vezes não dispõem de EPIs adequados (e suficientes),  álcool em gel ou mesmo um local para higienizar as mãos.

Os trabalhadores exigem que Ceasaminas adote medidas urgentes para preservar a segurança e saúde dos seus funcionários de todos os entrepostos (Caratinga, Governador Valadares, Barbacena, juiz de Fora e Uberlândia)  tais como:

  • Manter as pessoas do grupo de risco realizar a atividades à distância/em casa;
  • Priorizar o teletrabalho aos funcionários daquelas funções em que for possível;
  • Flexibilização de horários de trabalho via escala, revezamento etc;
  • Priorizar reuniões por videoconferência;
  • Dispensar do comparecimento ao trabalho funcionários que apresentem sintomas gripais;
  • Tornar obrigatório o uso de máscara facial cobrindo nariz e boca, além de disponibilizar em quantidade suficiente;
  • Disponibilizar proteção física quando em contato com o cliente/usuário (face shield ou placa de acrílico);
  • Determinar o limite de ocupação nos ambientes e respeitá-los;
  • Propiciar ventilação adequada dos ambientes facilitando a circulação de ar;
  • Fornecimento de álcool em gel para todos os funcionários: de mesa, para os administrativos e, de bolso, para os orientadores de mercado, uma vez que estes circulam pelo Entreposto e precisam de um higienizador que esteja sempre ao alcance das mãos;
  • Intensificar a higienização dos ambientes conforme orientações, inclusive com o álcool em gel disponibilizado pela empresa.

Quantas vidas mais terão de ser perdidas até que a Ceasaminas se conscientize que a vida está acima do lucro?

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