Trabalhadores da Ebserh, de Uberaba, protestam contra o corte da insalubridade e a proposta da empresa

No dia 22/03, os trabalhadores da Ebserh lotados no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM) fizeram uma manifestação em frente à portaria do Hospital em protesto contra o corte da insalubridade e também contra a proposta da empresa apresentada no último dia 19/03.

Os trabalhadores estão indignados com a atitude da gestão do HC-UFTM, que cortou a insalubridade, em percentuais que variam entre 20% e 30% de todos os setores, inclusive daqueles que estão na linha de frente do combate ao Covid-19. Uma falta de respeito com aqueles que, desde o início da pandemia, no ano passado, vem se desdobrando para salvar vidas.

Vale lembrar que, o corte da insalubridade foi realizado mesmo depois do presidente da Ebserh ter afirmado aos representantes dos trabalhadores, em reunião que ele mesmo convocou, no dia 11/03, de que não iria cortar a insalubridade enquanto a pandemia perdurasse.

Conforme definido em assembleia, na semana passada, os trabalhadores do HC-UFTM farão manifestações diárias de hoje até 6ª feira, dia 26/03, para protestar contra essa atitude da empresa. Outras providências também estão sendo tomadas para garantir que os (as) trabalhadores (as) tenham de volta o direito que lhe foi retirado!

Proposta absurda e desrespeitosa

No dia 19/03, a Ebserh encaminhou uma proposta, no mínimo vergonhosa, à representação dos trabalhadores para o ACT 2020/2021. A empresa propõe: I – Reajuste linear de R$ 500,00 na tabela salarial vigente; II – Mudança da base de cálculo do adicional de insalubridade, do salário-base para o salário mínimo; III – Manutenção de todas as demais cláusulas sociais do ACT vigente.  Tais propostas, contudo, somente seriam aplicadas, em janeiro de 2022, período em que a pandemia, segundo a empresa, já teria acabado.

A empresa alega ainda que a Lei Complementar nº 173/2020 a impede de conceder qualquer título, vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração, até o dia 31/12/2021. E que o reajuste linear só poder ser concedido caso haja redução dos gastos com o adicional de insalubridade. E que tal proposta, caso aceita, beneficiaria diretamente mais de 15 mil empregados (as). Essa proposta da empresa é o popular “dá com uma mão e tira com a outra”.

Não bastasse, a empresa ainda ameaça os (as) trabalhadores (as), pois caso não aceitem a proposta, “em um futuro próximo não seja  possível oferecer alguma medida de compensação para  (as) empregados”, por causa da grave crise financeira que o país enfrenta”.

Diante disso é que os (as) trabalhadores (as) devem se mobilizar e participar ativamente das assembleias que serão realizadas nos locais de trabalho entre os dias 24/03 e 26/03 rejeitando essa proposta absurda e desrespeitosa da Ebserh.

Valorização Já!

Nenhum direito a menos!

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