Nota de Repúdio contra o corte da insalubridade dos (as) trabalhadores (as) da Ebserh

Enfrentamos a maior pandemia dos últimos cem anos na história do Brasil. Ultrapassamos a perda trágica de mais de 280 mil vidas. Vidas estas que poderiam ter sido salvas se atenção a protocolos e orientações das autoridades sanitárias tivessem sido seguidos e incentivados por uma política nacional de saúde orientada pelo governo federal.

Hoje, vivemos o drama da incerteza sobre a aplicação em massa de vacinas, que mesmo já sendo uma realidade, ainda está longe de chegar amplamente aos brasileiros.

E as dificuldades que enfrentamos diariamente não são poucas: desde a falta de equipamentos de segurança adequados, aliada ao medo de expor nossos familiares, saímos de casa e vamos ao trabalho.

Apesar de todo esse cenário adverso, milhares de empregados e empregadas da Ebserh, desde o início dessa pandemia, não deixaram de se dedicar para salvar o máximo de vidas possível. Assistimos de perto o sofrimento de milhões de brasileiros que perderam seus entes queridos, mas também acompanhamos a recuperação de outros tantos pacientes.

Recebemos, sim, o reconhecimento da população. Mas temos obrigações, como todo (a) trabalhador (a). E em um cenário de crise econômica, aumento da inflação, principalmente dos alimentos, itens básicos para nossa sobrevivência, é essencial que haja um mínimo de comprometimento por parte de nosso empregador.

Mas não é esse o tratamento de respeito que estamos recebendo da Ebserh. Lamentamos que em meio à pandemia de Covid-19 a empresa queira impor a retirada de direitos dos empregados.

Não bastasse a imposição de reajuste zero nas cláusulas econômicas, no último dia 13/03, os trabalhadores da Ebserh, de Uberaba tiveram uma amarga surpresa ao acessarem a prévia do contracheque. Isso porque a direção do HC-UFTM cortou a insalubridade dos trabalhadores de todos os setores. Uma redução em torno de 20% a 30% do benefício. Até os trabalhadores que atuam na linha de frente no combate ao coronavírus tiveram o corte do adicional de insalubridade.

Os trabalhadores denunciam que o corte teve como base um estudo do Serviço de Saúde Ocupacional e Segurança do Trabalho (SOST) do Hospital que elaborou um laudo específico sobre cada trabalhador (a), bem como o nível de exposição a agentes insalubres.

É, no mínimo, absurdo que a Ebserh corte a insalubridade daqueles que se expõem aos riscos, diariamente, para salvar vidas. Ainda mais em uma situação de total descontrole da pandemia como estamos vivendo.

Não é só pelo direito retirado, lutamos por valorização, reconhecimento, enquanto profissionais de saúde que atuam na linha de frente ao Covid19. Lutamos por melhores condições de trabalho, por melhores condições de atendimento e por um salário justo.

 

Diretoria Colegiada

SINDSEP-MG

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