Congresso se vende ao governo Bolsonaro

É golpe em cima de golpe! Parece que a direita se acostumou com essa artimanha. E foi exatamente isso o que vimos na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado. As vitórias de Lira e Pacheco são resultado de uma ação descarada do governo de Jair Bolsonaro nos últimos dias – com liberação de bilhões do orçamento e promessas de cargos. O governo alega que o país está quebrado, que não tem dinheiro para prorrogar o auxílio emergencial, reajustar o salário mínimo e as aposentadorias, mas gasta milhões do Orçamento na compra de deputados e senadores.

Um casamento de interesses, ditado pela gula dos parlamentares e pelo instinto de sobrevivência do governo. Bolsonaro pode até ter motivos para festejar, já que, em princípio, ganhou um fôlego em relação aos pedidos de impeachment.

E em seu primeiro ato como novo presidente da Câmara, Arthur Lira deu um golpe na oposição e determinou novas eleições para a Mesa da Câmara. Violência contra a democracia. Mostrou que será um ditador a serviço de Bolsonaro.

Direitos dos trabalhadores também estão em jogo

Mas passadas as eleições para a presidência da Câmara e do Senado, no último dia 01/02, a nossa preocupação deve se voltar para o rumo das discussões sobre os direitos dos trabalhadores. Um Congresso de maioria tipicamente neoliberal significa perda de direitos dos trabalhadores e precarização de outros.

Em primeiro lugar temos a proposta de “reforma” Administrativa que, na prática, acaba com o que entendemos como serviço público. A reforma busca acabar com a estabilidade do servidor, propõe a terceirização de boa parte do serviço público e desconstrói as carreiras e a lógica de organização construída desde 1988.

Temos ainda a discussão sobre “reforma” tributária, que pode definir a cobrança de tributos e impostos. Até uma nova formulação sobre os direitos trabalhistas. E a proposta do governo é mais flexibilização e perdas de direitos.

Não bastasse, sabemos que o governo tem urgência em algumas pautas como o Orçamento de 2021, a PEC do Teto de Gastos e a prorrogação do auxílio emergencial. Além disso, o Planalto espera conseguir emplacar reformas, privatização da Eletrobras e dos Correios, regulação fundiária entre outras pautas “bomba”.

Aumentar a mobilização e tomar as ruas

Após a eleição de Arthur Lira (PP-AL) como presidente da Câmara dos Deputados, é necessário ampliar o número de manifestações pelo impeachment de Jair Bolsonaro.

O caminho do impeachment e da institucionalidade foi oficialmente descartado. O pior se anuncia. E o único caminho é aumentar a mobilização e tomar as ruas!

Não à reforma Administrativa!

Eu defendo o serviço público!

Fora Bolsonaro!

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