Desinformação, mentiras e ignorância são armas do governo contra a Covid-19

Depois de passar o ano inteiro de 2020 espalhando a mentira de que a pandemia do novo coronavírus era apenas uma gripezinha e desestimulando todo e qualquer tipo de prevenção contra a doença, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que o Supremo Tribunal Federal (STF) o teria proibido de atuar contra o contágio. A ideia é a de se eximir de qualquer culpa pelo desastre do seu governo em lidar com a pandemia. Mas a afirmação de Bolsonaro é apenas mais uma mentira diante de tantas que ele propagou.

O STF proibiu a atuação contra a pandemia? 

O STF não proibiu a Presidência de atuar contra a disseminação da doença. O Tribunal decidiu, na verdade, que prefeitos e governadores têm legitimidade para tomar medidas de restrição de circulação e que não cabe ao Governo Federal derrubar essas iniciativas. Na verdade, o STF tomou esta decisão porque Bolsonaro estava querendo impedir que os governadores decretassem a quarentena em seus estados. Caso isso não tivesse ocorrido, muito mais brasileiros e brasileiras teriam contraído a doença e morrido.

Uma gripezinha. Foi assim que Bolsonaro tratou a pandemia desde a sua chegada no Brasil, apesar do número crescente de mortes. E para justificar a sua afirmação, costuma dizer: “Quem falou gripezinha não fui eu. Foi o Drauzio Varella.” Em vídeo publicado em seu canal no YouTube antes da chegada da pandemia no Brasil, o médico Drauzio Varella afirmou que o novo coronavírus causaria à maioria da população “um resfriadinho de nada”. Mas, em seguida, já se corrigiu diversas vezes, alertando para a importância do isolamento e de medidas de higiene.

Vacinas

As vacinas contra a Covid-19 também foram alvos de mentiras de Bolsonaro. O presidente afirmou: “Afinal de contas, é algo emergencial [as vacinas], não temos comprovação.” Na verdade, existe comprovação científica para todas as vacinas que estão sendo aplicadas: as das farmacêuticas Moderna, Pfizer/BioNTech, Sinovac (Coronavac) e a desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. Usadas em diversos países, elas foram submetidas a três fases de testes e se mostraram seguras e eficazes na prevenção da infecção. A Anvisa também aprovou o uso da Coronavac e o da Universidade de Oxford. Mas as chacotas do presidente não pararam: “Essa de 50% é uma boa?” questionou se referindo a Coronavac.

Na verdade, ao se vacinar com a Coronavac, a pessoa tem 50,4% de chances de não contrair Covid, 78% de chances de não precisar de atendimento médico e 100% de chances de não precisar ser hospitalizado.

#BolsonaroMente

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