No dia do trabalhador, o 1º de maio é de luta!

Chegamos a mais um 1º de Maio – Dia do Trabalhador. Dia de relembrarmos nossas lutas e conquistas ao longo dos anos. Mas esse 1º de maio de 2020 apresenta uma situação atípica: A pandemia do coronavírus, o isolamento social e as incertezas em relação a manutenção do emprego, salário e direitos, trazem uma angústia, em relação ao futuro que há algum tempo toma conta dos trabalhadores brasileiros.

É inegável que a pandemia afetou imensamente o mundo do trabalho.  E os trabalhadores vivenciam mudanças jamais imaginadas. Além do alto índice de desemprego – hoje são 12,9 milhões de desempregados segundo o IBGE – e da informalidade, a crise do coronavírus trouxe outros desafios para os trabalhadores.

Aproveitando-se da situação, o governo vem editando Medidas Provisórias retirando direitos da classe trabalhadora. Dentre as principais alterações da MP 927 estão regras para o trabalho em home office, direito dos patrões anteciparem férias e feriados e adiamento de 8% do FGTS sobre os salários por três meses. No caso da MP 936, a principal proposta é a possibilidade de redução de jornada e salário na mesma proporção, além da suspensão do contrato de trabalho.

Não bastasse, as duas grandes reformas afetaram diretamente a vida dos trabalhadores. A primeira delas foi a reforma Trabalhista, aprovada em 2017, que prometia ser a solução para superar a crise com a flexibilização de direitos dos trabalhadores, mas apenas ceifou os direitos que foram duramente conquistados e nunca cumpriu a promessa de gerar os milhões de novos empregos prometidos.

A segunda reforma foi a da Previdência, que, além de instituir idade mínima de 65 e 62 anos para homens e mulheres, respectivamente, penalizando duramente os mais pobres, modificou as regras de cálculo da aposentadoria, limitou a pensão por morte, entre outras mudanças.

Sabemos que a luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho não é algo recente. E nos últimos anos, o ataque contra a classe trabalhadora está ainda mais em evidência. Nunca houve ameaça tão intensa aos direitos da classe trabalhadora brasileira como agora.

Mas se precisamos reconhecer essas dificuldades, não nos é dado o direito de desistir da luta. O Dia do Trabalhador deve ser, para nós, uma data de reflexão e, sobretudo, de luta pela democracia, e contra a retirada de direitos da classe trabalhadora.

Mas acima de tudo, esse deve ser um dia de mobilização, resistência e luta.  Luta contra um governo que não reconhece o valor dos trabalhadores, que desfere ataques sistemáticos aos nossos direitos, que não enxerga o real valor das entidades sindicais para a sociedade e para a democracia.

Um governo pode, com amplo apoio da mídia, dos banqueiros, grandes empresários, latifundiários e países imperialistas, impor derrotas aos trabalhadores de seu país. Mas os trabalhadores não podem nunca achar que essas derrotas são permanentes.

E, nesse 1º de maio, precisamos nos lembrar dos profissionais que continuam trabalhando em todo o Brasil. São milhões de pessoas que se arriscam, diariamente, para cuidar e proteger a população. Estão lá para que outros possam ficar em casa. Esses servidores atuam em várias frentes de enfrentamento ao coronavírus. São os servidores da saúde, funcionários públicos da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Não podemos nos esquecer também dos trabalhadores da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que atuam no combate a endemias, afinal, outras doenças e graves epidemias, como a dengue, cujos surtos seguem em pleno crescimento. Nas universidades, temos os pesquisadores trabalhando incansavelmente a procura de remédios e vacinas para a população.

Mas o trabalho dos servidores não para por aí. Os servidores do Ibama continuam combatendo crimes ambientais. Assim como a Polícia Rodoviária Federal atua na fiscalização das estradas. E para não haver crise de desabastecimento de alimentos, contamos com os esforços dos trabalhadores da Conab, Ceasaminas e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Nas ruas, temos também aqueles que trabalham no serviço público de limpeza urbana, e os policiais civis e militares que atuam para combater o crime e garantir a segurança da população. E nesse momento de incertezas, em que os patrões vem fazendo tantas demissões, os servidores do extinto Ministério de Trabalho seguem auxiliando os trabalhadores para que não tenham seus direitos desrespeitados.

Por tudo isso, o SINDSEP-MG parabeniza todos os (as) trabalhadores do serviço público e das empresas públicas que estão na linha de frente do combate ao coronavírus, muitas vezes colocando em risco a própria vida, sem condições de trabalho, sem equipamentos de proteção individual (EPI), mas em prol do atendimento à sociedade brasileira.

Nesse Dia do Trabalhador e em todos os outros dias, nós, do SINDSEP-MG, seguimos na luta! Por melhores condições de trabalho. Por nenhum direito a menos. Sempre por você e com você, trabalhador (a) do Serviço Público!

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