Hospital Galba Velloso será transformado em centro de saúde de terapia intensiva e enfermaria para tratamento ao covid-19 e outras doenças

Em meio à pandemia do coronavírus, trabalhadores do Hospital Galba Velloso (HGV) foram surpreendidos com a decisão de fechamento da unidade psiquiátrica e transferência dos pacientes e demais atividades para outro centro, o Instituto Raul Soares (IRS). No local, serão abertos leitos de terapia intensiva e de enfermaria para auxiliar no atendimento à população, tanto em caso de covid-19, quanto de outras doenças.

Desde a semana passada, os pacientes internados estão sendo transferidos para o Instituto Raul Soares (IRS), também especializado no cuidado de pacientes mentais.

Que o número de leitos para atendimento a pacientes infectados com o covid-19 é insuficiente no estado, isso é inegável. Mas é, no mínimo, irresponsável, a atitude da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) fechar uma unidade hospitalar como o Galba Velloso, sem considerar os direitos dos pacientes.

Além de todo um planejamento, é preciso pensar em uma provável piora do quadro de saúde dos pacientes, uma vez que os mesmos serão levados para um ambiente totalmente desconhecido e obrigados a habituar-se com pessoas fora do seu convívio, o que poderia desencadear novas crises.

Não bastasse, é preciso levar em conta a superlotação da outra unidade de saúde. O que, neste contexto de pandemia, vai contra os direcionamentos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde. Vale lembrar que o Hospital Galba Veloso contava com cerca de 47 pacientes internados.

Incertezas

Apesar de a Fhemig afirmar que os profissionais do Galba Velloso acompanharão seus pacientes para o Instituto Raul Soares (IRS), garantindo, assim, a manutenção da rotina e do tratamento em andamento, até agora, nenhum comunicado oficial foi realizado aos funcionários do HGV.

Os servidores do Galba Velloso questionam a desativação do hospital e a falta de planejamento técnico. Os trabalhadores exigem a criação de comissões nos hospitais para avaliar as condições dos pacientes transferidos, além de uma reforma do espaço físico e ampliação do número de leitos psiquiátricos para atender a demanda do estado.

Segundo a Fhemig, as transferências foram realizadas por identificar uma baixa ocupação dos leitos psiquiátricos. Mas o fato é que, o fechamento de leitos em hospital psiquiátrico em um momento de crise e pandemia vai contra qualquer estudo ou recomendação, uma vez que nesses momentos de crises existe uma alta demanda pelos hospitais psiquiátricos.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

4 + quatro =